São dois pássaros inquietos
os que pousam nos meus olhos
e na minha voz abatem-se as
asas cansadas
de procurar (te)...
És a minha coincidência
nas ruelas do destino,
és o silêncio nas minhas palavras,
que se querem soltar e não têm por onde
falar...
E pela luz difusa a tua silhueta
devora o que me rodeia,
e torno-me o polo oposto
que quer ir até ti.
Abraça-me a tua presença
e invade-me a tua ausência...
Despertaste a sonhadora
que pensei já não habitar aqui.
E tudo é turbilhão,
vendaval e emoção...
Em dia de Inverno,
nasceu assim,
e em mim,
uma inesperada

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