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| Fotografia de Miguel costa |
Imagino-te um sítio
de flores ousadas e
caules vaidosos,
audaciosos nas suas raízes
persistentes,
abrindo caminhos
em mim desconhecidos.
Sinto o cheiro de terra fresca
onde me deito num despojamento
abandonado,
deliciado.
Folhas de uma cor por dizer,
serenas no seu sentimento,
balouçam à mercê dos
humores de um vento
por vezes furacão,
por vezes brisa,
que canta
que cala
que grita...
Imagino-te um canto secreto
pintado a céu verde
e com alma de rio.
Atravessas-me
cantando-me com a tua água.
E eu sou uma ninfa
que finalmente chegou a casa

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