Voa, solto e pequeno, nas asas de uma fé por descobrir, sem rumo e às cegas, à procura de si,
o riso solto de arco-íris a perder a cor,
os braços a perderem os abraços,
pensamentos a fugirem para um mundo indolor,
onde os sonhos são feitos de papel,
e os olhos podem perder-se sem regras nem cobranças,
e toda a ansiedade se desfaz em momentos de mel...
O seu Universo é feito de um caminho sem mapas,
onde não existe Destino, e as emoções são as estradas
onde os passos são feitos de solidão e as crianças são sempre crianças...
Mas voa, só por um bocadinho! de volta, em direcção ao meu abraço
descobre o teu mundo no meu, faz do meu o teu espaço;
deixa-me dar-te o colo e embalar-te a ânsia,
encosta a cabeça...e fecha os olhos...descansa...