quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Christina Aguilera - You Lost Me

A intensidade na nudez de sentimentos, que transpira na simplicidade, no talento, e na beleza nada forçada de uma linda letra, de uma linda voz.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Há dias em que a alma dói mais que o corpo. Mas não é com tristeza que a dor passa. Põe-se um penso rápido de bom humor e enfrenta-se o mundo com um sorriso: ele acaba por se tornar verdadeiro.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Imagem in armazendatuca.blogspot.com
Diz-se habitualmente que um gesto vale por mil palavras.
Depende da interpretação que damos aos gestos alheios, podemos estar a valorizá-los demais, ou não lhes damos a importância devida.
O ideal será a acção muito bem ilustrada por palavras, escritas ou a sair da boca para fora;
Porque uma coisa perde a magia sem a outra.
Imagem in alvesimpson.blogspot.com

Mantém-te quieto,
parado,
na tua concha,
só por algum tempo...
Considera-te a pérola preciosa
que dizem seres...
e aguarda...e observa...
do teu sossego
saberás ver,
com olhos de ver,
o teu real valor perante quem diz
querer-te,
e o quanto te desejam
fora de ti mesmo,
para te dares
e entregares 
na segurança de
outro mundo
que não
o teu.
Imagem in jeannecarla.wordpress.com
Sentir-mo-nos (bem) amados é o ingrediente secreto dos momentos perfeitos.
E, a partir daí, o Universo saberá dar-nos as coordenadas até aos braços da felicidade.

Era Uma Vez

Fotografia de Miguel Costa

Não existem finais perfeitos de histórias de amor, ou princípes e princesas encantados:
existem pessoas compatíveis no tempo, no espaço, nos gostos, nos risos, na pele, nos objectivos comuns e na vontade igual de remarem juntos no mesmo sentido, para o mesmo lugar, com a determinação férrea de atravessar o mau tempo até chegar a bom porto. Esta compatibilidade pode ser temporária, satisfazendo apenas as necessidades do momento, criando momentos de perfeição mas com tempo limitado, tal como um arco-íris que nos deslumbra no pouco tempo que vive...
mas pode ser duradouro, crescer como uma semente persistente que desafia os obstáculos de uma terra escura até chegar à luz.. e também até que a morte os separe, seja ela a morte física ou simplesmente a do amor que é partilhado.
Porque o amor é eterno enquanto ele existe, nem que seja apenas nas asas inquietas da nossa memória.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Imagem in janelas.blogs.sapo.pt
Não nos deram asas 
para voar.
Mas foi-nos dada a capacidade
de sonhar
e criar...
e, assim, conseguimos
chegar além dos limites
algum dia sonhados
pelos deuses.

Voar com os Pés

Imagem in laviniamomentospensamentos.blogspot.com

Sonhou um dia que cresciam
asas da sua pele ansiosa
e inquieta;
Primeiro eram muito tímidas
rompendo de forma indolor
a prisão de um corpo
ainda tenro.
Depois eram audazes e conquistadoras,
algo arrebatadoras,
e o sangue vertido
das feridas que surgiam
seria como vinho
raro
para momentos únicos…
E essas asas seriam como braços abertos
em redor de si própria
e iriam levá-la
por caminhos sonhados
de vento na pele
e cabelo rebelde
e o seu corpo não teria peso,
oscilando num abandono
embriagado…
Acordou depois
numa dança de pés
irrequietos
em busca de chão novo.
E percebeu então que
todos temos um céu
para ser conquistado
que habita em
solo firme.
Os sentimentos não têm
um relógio de ponto
com data e hora marcadas
no calendário das exigências;
os sentimentos têm, em si,
uma necessidade inata
de se quererem misturar e
beber da mesma água,
pelo mesmo copo…
mas esta é uma sede rara e,
por isso mesmo,
preciosa,
tal como um oásis que
surge no meio do deserto.

Lá Fora Cá Dentro

Imagem in scarletredwoman.blogspot.com

Sento-me no canto dos meus sonhos
e divago, e choro,
e rio, e escrevo,
e amo e releio,
e sou mulher
e criança outra vez.
A vida é tão vasta entre quatro paredes
e o meu mundo não tem fronteiras,
barreiras,
mas tem medos,
desejos,
anseios
e devaneios.
O meu mundo está limitado por fora
e é tão livre por dentro!
Perco-me assim,
dentro de mim,
e tudo acontece
e tudo é possivel,
porque apenas eu possso ser
a minha carcereira
e apenas eu tenho o poder de me conter
de me reter,
fazer de mim prisioneira...
E percorro cá dentro vales dos ímpossiveis
e a vida é uma aventura
feita de caminhos desconhecidos
e nunca percorridos.
E fervilha uma lava de sentimentos
no âmago do meu ser
enquanto exploro
o que fui e o que sou,
e ainda hei-de ser.
Canso-me por vezes
e perco-me nos trilhos
que percorrem a minha mente
e que voam na ponta dos meus dedos
como pássaros ansiosos
em busca do seu ninho.
Mas regresso sempre,
no fim de cada viagem,
ao centro de mim mesma.
E percebo que a felicidade reside
em sonhá-la
porque nunca se pode,
de facto,
vivê-la por inteiro
enquanto formos matéria
feita de egoísmo,
desejo e ego.

Espelho vazio

Imagem in mulherdechapeu.blogspot.com

É o fardo de dias iguais,
Sem fim
E sem sol,
Que pesam no olhar
quando  me vejo ao espelho
Da fragilidade
E dos desencantamentos.
Vejo então um rosto
Sem rosto
Porque já se perderam
No meu vazio
As expressões que me definem.
Será que me reconheço?
Será que me vês?
Será que sabes de mim
Quando eu me procuro?
Não me desistas.
Persegue-me
Nos caminhos que me guiam
E levam para longe de ti.
Acha-me.
Segura-me.
E guia-me pelos teus braços
Até ao lugar
Onde eu me sentirei
Em casa.
Imagem in voxnostra.blogspot.com
Já mordeste na minha boca

O sabor de que sou feita.

Já devoraste na minha pele

O tempero com que te encanto.

Já apertaste nos teus braços

Os segredos do meu pranto.

Mas ainda me olhas

De olhos abertos

E alma fechada:

Sou um livro

Que ainda aprendes

A folhear.

Talvez

Imagem in um-buraco-na-sombra.netsigma.pt

Morreram perante meus olhos
os pássaros que anunciavam
um novo céu.
E perante meus olhos
nasceu um sol,
no horizonte
onde acaba o teu corpo
e começa o meu,
iluminando apenas os momentos
em que inventamos e sonhamos,
e onde
nos enganamos.
Porque debaixo deste céu
nada floresce,
apenas a utopia
de um campo fértil,
Talvez um dia.

Silêncio

Imagem in lislaynetouttini.blogspot.com


Muito além dos limites em que,
em mim,
a ti te revês
segredam entre si
palavras que não se revelam,
e mãos com medo
de se tocarem para lá
da pele e de todas as
suas promessas;
Escondem-se no orgulho
de um sentimento inconfessável,
que não quer amarras
nem mares profundos
por onde se perder
e neles navegar.
Somos boca que não fala,
onde morreram as palavras
para o dia de amanhã,
porque apenas conhecem o vocabulário
do hoje,
numa prisão do Tempo onde nada cresce
ou se multiplica.
Apenas existe.
Estagna.
E dorme connosco de mão dada
uma silenciosa
morte anunciada.