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É o fardo de dias iguais,
Sem fim
E sem sol,
Que pesam no olhar
quando me vejo ao espelho
Da fragilidade
E dos desencantamentos.
Vejo então um rosto
Sem rosto
Porque já se perderam
No meu vazio
As expressões que me definem.
Será que me reconheço?
Será que me vês?
Será que sabes de mim
Quando eu me procuro?
Não me desistas.
Persegue-me
Nos caminhos que me guiam
E levam para longe de ti.
Acha-me.
Segura-me.
E guia-me pelos teus braços
Até ao lugar
Onde eu me sentirei
Em casa.

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