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Sento-me no canto dos meus sonhos
e divago, e choro,
e rio, e escrevo,
e amo e releio,
e sou mulher
e criança outra vez.
A vida é tão vasta entre quatro paredes
e o meu mundo não tem fronteiras,
barreiras,
mas tem medos,
desejos,
anseios
e devaneios.
O meu mundo está limitado por fora
e é tão livre por dentro!
Perco-me assim,
dentro de mim,
e tudo acontece
e tudo é possivel,
porque apenas eu possso ser
a minha carcereira
e apenas eu tenho o poder de me conter
de me reter,
fazer de mim prisioneira...
E percorro cá dentro vales dos ímpossiveis
e a vida é uma aventura
feita de caminhos desconhecidos
e nunca percorridos.
E fervilha uma lava de sentimentos
no âmago do meu ser
enquanto exploro
o que fui e o que sou,
e ainda hei-de ser.
Canso-me por vezes
e perco-me nos trilhos
que percorrem a minha mente
e que voam na ponta dos meus dedos
como pássaros ansiosos
em busca do seu ninho.
Mas regresso sempre,
no fim de cada viagem,
ao centro de mim mesma.
E percebo que a felicidade reside
em sonhá-la
porque nunca se pode,
de facto,
vivê-la por inteiro
enquanto formos matéria
feita de egoísmo,
desejo e ego.

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