No livro "Chocolate" de Joanne Harris, a personagem principal, de seu nome Vianne, é uma mulher que chega a uma pequena aldeia, levando consigo a sua filha, e a mãe, em cinzas, num pote. Sem amarras, vai para onde o vento a leva, em busca da felicidade, do equilíbrio. Ali chegada, e contra a vontade de alguns, abre uma chocolataria, e entra no coração e alma dos habitantes, através dos sabores da sua loja, e da sua delicadeza. Num sítio onde todos vivem da aparência socialmente aceitável, sem excessos ou prazeres, ela leva a que cada um se aceite a si mesmo, com os seus defeitos e pequenos pecados, sem culpa. Assim, uma a uma, cada personagem descobre qual é o seu "sabor": chocolate picante? de menta? Negro? Branco? Cada personalidade, cada paladar...
Enfim, é uma história maravilhosa, com a descoberta inevitável do amor! E eu penso em quão bom seria termos este tipo de liberdade, seguir o vento em busca do equilíbrio, conhecer lugares e pessoas, sem a preocupação diária que nos rouba o tempo, tempo este que passa por nós e nos faz esquecer quem realmente somos. Ou pior, faz-nos esquecer da busca de nós mesmos. A nossa vida acaba, assim, por ser resumida num extracto bancário, e em facturas com data limite de pagamento. E para quê...?
Pudesse a vida imitar a arte, e eu iria sem hesitar atrás do vento, vento este que me podia levar até uma aldeia, e assim viver uma vida mais real, mais saboreada... Se abrisse uma loja não seria de chocolates, mas sim de salgados, que é para isso que tenho mais jeito: "você é pessoa de noz-moscada? Mais atrevida, como o piri-piri? Ou mais exótica, como o caril? Tenho tempero para todos os gostos!". O meu filho teria os seus animais de quinta, como tanto gosta, e eu seria, assim, a protagonista de uma história de encantar.
Bem, talvez alterasse um pormenor ou outro...por exemplo, na minha humilde casa rústica (com uma cozinha cheia de flores e armários de madeira pintada de azul) haveria apenas um televisor, mas com Tv Cabo. Ah, e internet, já agora! E pronto, não mexeria em mais nada....embora, comparando agora com o livro adaptado ao cinema, eu não seria tão gira como a Juliette Binoche, que protagoniza o filme. E tenho sérias dúvidas que me aparecesse um Johnny Deep com ar misterioso, pronto para arranjar as avarias em casa...um Manel ou um António, com alguma sorte! Mas, no fim, nem era isso que teria a maior importância...porque o vento muda de direcção, e a história da vida nunca está acabada.
Bem, talvez alterasse um pormenor ou outro...por exemplo, na minha humilde casa rústica (com uma cozinha cheia de flores e armários de madeira pintada de azul) haveria apenas um televisor, mas com Tv Cabo. Ah, e internet, já agora! E pronto, não mexeria em mais nada....embora, comparando agora com o livro adaptado ao cinema, eu não seria tão gira como a Juliette Binoche, que protagoniza o filme. E tenho sérias dúvidas que me aparecesse um Johnny Deep com ar misterioso, pronto para arranjar as avarias em casa...um Manel ou um António, com alguma sorte! Mas, no fim, nem era isso que teria a maior importância...porque o vento muda de direcção, e a história da vida nunca está acabada.
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