A
alma é livre porque sonha
sem
limites nem prisões.
E
quando a alma já não quer sonhar?
É
uma coisa morta num corpo vivo?
É
a árvore que não floriu na primavera da vida?
Não nos tornamos,
assim, um deserto sem paisagem ou expectativa?
Transformamo-nos em
máquinas biológicas,
de emoções à pele e marasmo na
essência,
espectadores do passar do tempo em nós
e naquilo
que nos rodeia.
Voltamos a ser primários enquanto
fazemos, em
vida, o funeral à alma…
E sobra um silêncio e um vazio
na
organização metódica da mente.
Não existe caos, porque
não existe procura…
Apenas e somente existimos.

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