Existem canções e melodias que nos cativam como um amor à primeira vista, ficamos rendidos e presos a cada palavra e som, e as notas musicais envolvem-nos como um abraço desejado. Esta é uma delas.
Se a memória não me falha foi no dia 3 de Agosto a primeira vez que a ouvi(data memorável em que descobri, à 16 anos atrás, que ia ser mãe. E é também a data de nascimento de alguém que já não habita no meio de nós). Cheguei a casa do trabalho, um dia quente, e ainda ia sair à noite. Preparei o banho e liguei a TV no canal de música. Eis que ela surgiu, com um clip de video intenso, que me emocionou: os pormenores, a sensibilidade, a interpretação...fiquei ali, nua e descalça, presa ao ecrã. Uma história sobre a luz, a luz que não vemos e que nos rodeia, porque o ser humano tem o estranho hábito de se sentir atraído por aquilo que é mais obscuro mas que é, no entanto, mais sedutor. Corremos a vida numa penumbra voluntária, vivemos cada vez mais de noite, onde as inseguranças ficam na sombra. Até os encontros entre duas pessoas são, normalmente, marcados depois do sol se pôr, porque a exposição é menor, a dos pequenos defeitos que não gostamos em nós. Só por alguém que vale a pena se arrisca o meio-dia! Mas, se tivermos a coragem de abrir os olhos em frente ao espelho, em frente aos outros e perante a vida, se dermos uma oportunidade à luz da qual costumamos fugir, conheceremos um outro mundo, de cores diferentes, em que a alegria é mais pura e honesta.
Lindo Inês, obrigada pela tua entrega, pela tua partilha da tua sensibilidade da tua essência. Que essa Luz invada o teu caminho, pois tu és uma Candeia!
ResponderEliminarBlandina
Lindo Inês, obrigada pela tua entrega, pela tua partilha da tua sensibilidade da tua essência. Que essa Luz invada o teu caminho, pois tu és uma Candeia!
ResponderEliminarBlandina
Obrigada minha querida! São reflexões que não consigo conter! Ainda bem que gostaste.:-)
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