quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ementa Emocional






Hoje estive de conversa telefónica com uma grande amiga minha, que está neste momento muito muito distante de mim, fisicamente falando. Mas as nossas conversas continuam muito próximas e íntimas, sobre os mais diversos assuntos. Começámos por falar da rotina do dia-a-dia, do trabalho dela, lá em dias de inverno, e dos meus aqui em dias de verão. Divagámos e coscuvilhámos...namorados e inexistência deles... e chegámos a algumas conclusões. Uma delas, e de acordo com esta minha amiga brilhante, é que eu devia entregar-me aos prazeres do lesbianismo! Quem sabe encontrava assim a felicidade amorosa? A minha reacção espontânea foi um redondo não, com ponto de exclamação. Felizmente essa hipótese não me passou pela cabeça, nem durante três hesitantes segundos! Não por uma questão de preconceito, mas era a mesma coisa que ter que comer açorda quando esta não me passa pelo estreito! Não vou repetir aqui os argumentos vários que utilizei, houve muita risota e visualização de cenários possíveis só na nossa imaginação, exacerbada pela distância que nos separa agora. Relembrámos alguns episódios em que alguém até achou que éramos namoradas: os gulosos de imaginação aguçada queriam à força que uma das suas fantasias se realizasse...Ficaram pela fantasia, nós pela fama, e cada um satisfeito à sua maneira!
Evidentemente que toda esta conversa foi uma das nossas habituais brincadeiras que utilizamos para desabafar, de forma leve e fresca, algumas frustrações e dúvidas existenciais. 
O mais engraçado é que os problemas emocionais são provocados pelas pessoas e as suas atitudes, não pelo seu género ou opção sexual...como diz a minha mais sábia amiga "o importante é ser feliz"...embora aqui houvesse o risco acrescido de duas TPM em simultâneo! A única vantagem seria, a vestirmos e a calçarmos o mesmo número, ter mais opções de guarda-roupa. Sim, dando por mim a imaginar essa realidade alternativa, eu nunca teria queda para matrafonas...se fosse para variar, a testosterona teria que ser mínima!
Conclusão profunda de tudo isto: continuo uma crente (ingénua) no sexo oposto,e sou aquilo a que se pode chamar uma mulher de fé! Contudo, se eu variasse o meu gosto na ementa emocional, podes ter a certeza de uma coisa Amiga! TU serias a detentora do primeiro lugar no meu Top Five!

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