segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Prison Break



Hoje assisti à clássica situação de mulher dependente de homem. Nos dias que correm isto surpreende-me, o sentimento de posse entre as pessoas, como se o outro de um objecto se tratasse. Quero saber onde estás, com quem falas, toma lá cinco euros para comprar pão e traz o troco. É levado ao extremo o termo "contrato" na assinatura de um papel que oficializa uma união. E uma das partes deixa de ser dona de si mesma, anula-se como se tivesse nascido naquele momento! Será que é o medo da solidão que alimenta uma situação destas? E será essa solidão assim tão terrível quando existe paz de espírito? Liberdade para fazer o que se gosta, com quem se gosta, liberdade para sermos fiéis a nós mesmos? Excepto determinadas circunstâncias, alheias à vontade do prisioneiro, o carcereiro só vai até onde lhe é permitido. Se os limites vão para lá do razoável, então a culpa é de ambos. Um alimenta-se da auto-piedade do outro. E, nestes casos, apenas se estraga uma casa, onde a solidão é vivida a dois.

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