quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Aquilo que o Amor quer
Todos os dias ouço falar do que se procura no Amor, seja no trabalho, junto dos amigos, num filme, num livro, num poema...Ora isto fez-me pensar, enquanto arrumava a minha cozinha depois do jantar (lides domésticas podem ser altamente inspiradoras), numa curiosidade: então e o que o Amor quer de nós? Será que sente as suas necessidades satisfeitas? Será que é estimulado a crescer? Com a correria, o materialismo e a banalização dos sentimentos, não me parece tarefa fácil!! Quando já varria o chão visualizei uma lista das coisas que o Amor quer, e parecem-me muito simples: o Amor quer chorar de rir e conseguir rir depois de chorar; o Amor quer pés entrelaçados numa noite quente e o corpo todo abraçado em noites frias; o Amor quer dias de nevoeiro e folhados de Sintra, e quer dias de Verão e banhos de mar; o Amor quer tardes num sofá e o cheiro de um bolo cozido a pairar no ar, quer um cobertor, um beijo na testa e chuva a bater na janela; o Amor quer lençóis e suor, quer pele arrepiada e uma cara corada; o Amor quer conduzir sem destino, quer música, quer mãos dadas e uma troca de olhar; o Amor quer que lhe digam "não estou aqui agora, mas estou sempre contigo", quer um colo e um silêncio, um passeio à beira-mar; o Amor quer intimidade, cumplicidade e a inevitável amizade, quer um banho a dois e um abraço de espuma, quer um copo de vinho acompanhado de um "eu sou tua"; o Amor quer zanga, quer estar sozinho, quer pratos partidos e abraços apertados, quer saudades e sentir-se também desejado; o Amor quer um gesto inesperado, pode ser um beijo, uma mesa posta, um telefonema, uma palavra indecente ao ouvido...O Amor não quer ser falado, quer ser lido com todos os sentidos, não quer frases feitas vazias de sentimento. É pouco exigente, apenas precisa de um pouco de tempo! O único senão é que se manifesta através do olhar, do sorriso, da forma de estar. E andamos todos tão ocupados que não nos olhamos nos olhos como devíamos, sorrimos pouco, damo-nos pouco. Mas há momentos mágicos, em que os astros se alinham e duas pessoas se encontram, se olham, sorriem...e o Amor, até aí tão cansado de se fazer ouvir, dá um salto de alegria, cresce e aparece...e tudo o que já foi vivido, o caminho já percorrido, começa finalmente a fazer sentido.
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