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Fizeste-te ao mar.
Fiquei a ver-te partir, de coração preso na
ponta dos dedos; era de sangue o meu peito, e carne desfeita pela saudade que
ja sentia.
Era um adeus feito de velas enfunadas pelo
vento, que te roubava de mim.
A dor é salgada e a esperança é uma espuma que
se desfaz na passagem do tempo.
Não voltaste e contigo ficou a pessoa que eu
era.
Foste e eu nasci de novo, pois não fui a mesma
sem ti, desde o passado até aqui...
Atravessa o tempo e abraça-me novamente.
(dedicado a quem perdeu alguém para o mar)

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