terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Marretada na Memória

Estreou na televisão o filme dos marretas, série que eu via em miúda e que fazia o meu deleite. Num mundo em que abundam desenhos animados com nomes impronunciáves, normalmente de produção chinesa, fazem falta programas destes, em que as personagens são saudavelmente loucas, artistas, apaixonadas!

Nada como uma porca ciumenta e de mau feitio apaixonada por um sapo
, em vez do príncipe de perfeição inantigivel, um cozinheiro com nada de chef, um baterista/animal, rock dos anos 80
, dois velhos críticos com um maravilhoso humor negro...


 ... e muitas mais delícias destas, para nos sentirmos transportados para uma outra dimensão. E tudo isto nos bastidores de um teatro, poderia ser mais perfeito? Claro que a magia já não é igual. Para piorar o filme é dobrado em português, prática de que não sou fã, especialmente quando as vozes originais fazem parte do nosso imaginário infantil. E a miss Piggy agora é muito mais fashion e sofisticada, ou não tivesse ela entretanto trabalhado na vogue, em Paris! A vida muda, nós crescemos e mudamos também. Ficam as memórias de infância, que não podem ser avivadas com um remake que não me encheu o coração. Não por culpa da produção, mas talvez porque certas coisas mantém o encanto somente na forma como as recordamos. Marretas sempre. . . mas nos anos oitenta!

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