Trago
um afecto na palma da mão.
Não pesa, não fala.
Apenas
existe.
E a sua simplicidade
como que invade,
num caos
sereno
que tolda a calma, a alma.
Sou mão fechada que
resiste
a uma força que vem de fora
e me sonha por dentro.
Que
me corre nas veias,
quebra-me os ossos, rasga-me a pele,
tomba-me
o corpo;
por fim cai a máscara num sopro que dói.
Silêncio,
espanto...!
Ferve-me o sangue
numa ebulição latente,
quente.
A mão está agora vazia,
trémula,
mas não sozinha
nem perdida...
Respira agora por dentro do peito
toda a magia
outrora
nela contida.

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