A
minha vida é feita de palavras:
escrevem alegria
ou
mágoa,
fluem das minhas mãos
como um vinho escorrega pelo
copo,
ou então calam-se
e ficamos de costas voltadas
nos
raros silêncios mudos.
Quando não ganham
vida
cor-de-tinta
exultam na minha cabeça,
numa inquietação
ansiosa por nascer.
Elas choram-me, elas riem-me,
elas
respiram-me.
E, quando se calar a minha voz,
as palavras
falarão por mim
na eternidade do meu silêncio.

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