domingo, 18 de agosto de 2013

To Bronze, or Not to Bronze




Hoje é domingo. Saia eu na véspera, ou não, gosto de me levantar cedo, sou uma noctívaga que também gosta do dia; escusado será dizer que não durmo muito. Mesmo quando durmo a minha mente é povoada de sonhos, está sempre em actividade. Sendo assim, 8:30h fora da cama, a vida é curta, há que aproveitar cada minuto que passa por ela em segundos apressados. Tenho a sorte de viver perto da baía que nasce do Tejo, e ao longo podemos caminhar e tomar um pequeno-almoço de vitamina E. Convenci o meu filho, bem mais preguiçoso que eu, a ir dar uma volta, e visitar uma quinta que remonta à época dos Descobrimentos, aberta ao público, a quinze minutos de casa. Fui com ele e a minha mãe, com paragem no café habitual de todos os dias. Quando fui pagar a conta a funcionária perguntou "Então? Vai com o filho para a praia?". Faz-me sempre a mesma pergunta aos domingos. E eu respondi como sempre: "Ao domingo? Não, eu gosto de ter espaço para me esticar.E o fim de semana é bom para passear.". e ela parece sempre ficar admirada, tenho às vezes a sensação de viver um dejávu! Porque será que a maioria das pessoas pensa que aproveitar o sol, o bom tempo, é só na praia? E porque será que as pessoas que não são amantes da praia (como é o meu caso), não são consideradas normais? Evidentemente gosto muito da praia, adoro o mar, embora numa postura mais contemplativa, porque sou muito friorenta e tenho um respeito, a roçar a fobia, à imensidão salgada, a imaginação leva-me sempre a questionar os mistérios que se escondem na vastidão subaquática. Sou mais apaixonada por passeios nocturnos ou invernosos à beira-mar...Durante o Verão aprecio, no mesmo dia, duas ou três horas de praia, mais que isso faz-me inquietação e vontade de fazer outra coisa qualquer, para além do ciclo banho-comer qualquer coisa-secar ao sol-e voltar ao mesmo. Em vez de um dia inteiro neste ritual, acho mais apelativo preencher o dia com um passeio diferente, uma petiscada com amigos mas sem areia, uma ida ao cinema, a um museu, um passeio de barco,..mas, se nestas actividades não se trabalha tanto para o bronze (e eu uso Factor 50 de protector solar, sou mesmo esquisita) o regresso ao trabalho, depois das férias, normalmente coincide com o seguinte comentário, quase decepcionado "Estás tão branquinha...!". Como se não tivesse aproveitado os dias como era suposto ser. Pois de certeza que aproveitei esta manhã tão bem ou melhor que os outros, debaixo do mesmo sol. Viver e deixar viver, independentemente da tonalidade do bronze!

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