quinta-feira, 4 de julho de 2013

Arco-íris

Passamos metade da vida a convencer-nos que somos felizes.
Procuramos desesperadamente a beleza, a cor de tudo,
algures uma ponte entre o que sonhámos
e o que acabámos por ser.
Exacerbamos as alegrias para compensar a balança da angústia e
das expectativas frustradas pela
caminhada da vida.
Criamos música, poesia, pintura,
fazemos amor em busca do amor,
criamos refúgios e subterfúgios,
aconchegamo-nos no cobertor da ilusão
e criamos um universo pessoal que é igual ao dos outros
mas que pensamos ser especial e único.
Felizmente temos esta capacidade de criar beleza a partir do nada.
E então misturamos e criamos as novas cores de uma existência
mais alegre e menos uniforme
no cinzentismo dos nossos dias

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