sábado, 7 de janeiro de 2012

Coffee Break

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Sentiram-se negligenciadas
na sua pureza, na sua espera,
na maciez de uma pele
entregue a palavras que
nunca viveram para
lhes falar.
Perderam a fé
durante os segundos
que deslizavam na curva de um joelho
abandonado.
Morreu ali um olhar
que sorrira
a cada dia.
Morreu ali o que
podia ser,
o que habitava
na canção que se fazia ouvir
em cada poro
da sua pele enamorada.
Morreu ali quase tudo.
Mas nascia um novo horizonte
na paisagem
que a vida
agora lhes apresentava.
Era um horizonte de
oportunidades e
palavras que lhes
queriam falar:
falar de novas canções por
palpitar na sua pele,
agora menos enamorada
e talvez mais cansada;
falar de curvas de joelhos
sem segundos contados.
E dizer que a espera vale sempre a pena
porque o amor no mundo
não está limitado apenas
ao stock existente;
só faz, de vez em quando, a pausa
para um café.

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