Não tenho as palavras certas para te falar.
A recorrente é "Saudade".
E lembro-me daquele aceno de mão
em fim de tarde
num adeus que não sabiamos
que o era.
E no meu reflexo
habitam os sonhos que me sonhaste
através dos teus olhos,
pedaços de céu em dia de tempestade,
que me abrigavam
do mau tempo que se abatia
na fragilidade dos meus anos tenros.
Um cheiro percorre o trilho
do Tempo e invade-me
em momentos de sossego
e memórias vivas.
Sinto a tua vida a pulsar na minha,
numa herança que vai mais longe
que uma semelhança nos traços
meus em que a ti te contemplo.
E maior que a palavra "Saudade"
vive em mim a palavra "Ausência"
de tudo o que não vivemos
no ciclo de estações
que ficaram por cumprir
em nós dois.

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