Eras apenas um ponto de Luz para o qual não tínhamos olhos ou pensamentos.
Eras um ponto de Luz sem forma ou brilho, porque eras inimaginado.
E, um dia, a tua Luz brilhou, insinuando-se num pensamento, numa palavra, num olhar trocado entre dedos entrelaçados, ganhando voz… E tu, ponto de Luz, decidiste ouvir o nosso apelo, e fizeste-te semente numa corrida de amor, fizeste-te em sangue e vida, e essa vida vibrou em nós, dois corações numa só batida.
Tu, ponto de Luz, iluminaste a nossa vida e iluminaste mais ainda o nosso amor, dando forma a sonhos há muito esquecidos na azáfama do Tempo. E esse tempo escorregou por nós, em segundos, horas e meses de alegria e pureza, e foste ganhando forma; na nossa imaginação eras já um sorriso rasgado, um nariz pequenino, e duas mãozinhas que se deixavam guiar por nós na aventura da vida. Mas não era esta, aqui! a que te faria feliz. Tu, nosso ponto de Luz, quiseste manter o teu estado de pureza com que nos abençoaste tantos e tantos dias, e decidiste finalmente que a tua missão estava cumprida…
Podes ir, meu doce ponto de Luz…vais sempre brilhar em nós, e o amor que por ti nasceu fortaleceu o nosso, que nunca vai deixar de ter dedos entrelaçados e olhares enamorados (os nossos sonhos ficaram agora mais fortes, sabes…?).
Obrigado por te teres partilhado um pouco connosco, numa alegria que nem toda a gente reconhece.
Por isso, leva contigo um beijo nosso e voa, voa!... sê leve…

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