Encosta a cabeça meu menino, mas não durmas.
Corre atrás da tua infância, porque ela é
rebelde e escorre entre os dedos.
Faz-lhe uma careta, brinca com ela, corre
atrás e sem medo da queda.
Ganha-lhe um abafador, aponta-lhe uma fisga,
rasga-lhe os calções,
brinca com ela à chuva e devora-lhe os Verões.
Encosta a cabeça, conta até três, "aqui
vou eu!".
E, assim correndo, todos os dias és um
bocadinho menos meu.

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