Muitas vezes ouvimos falar desta ou daquela história veridica de determinadas pessoas que recomeçaram a vida do zero, renasceram das cinzas, superaram um evento que dizimou a sua vida prática ou simplesmente a sua alma, ou coração se assim quisermos. E observamos estes testemunhos de vida com um grande fascínio e admiração por aqueles seres especiais..."se fosse eu naquele lugar não aguentava...não conseguia". É um acontecimento quase divino o reerguer das ruínas alheias! Até nos acontecer a nós. Então entendemos que a magia, a divindade está nos olhos de quem observa, como se assistissem a um filme épico com o previsto final feliz. Mas, para quem vive o guião, há a incerteza do final. E não há magia nem especial orgulho em si mesmo. Descobre-se que se faz o que há a fazer, que é sobreviver com dignidade, e perceber que, sejam quais forem as circunstâncias, o "The End" só surge quando assim tiver de ser. Até lá, arregaçam-se mangas e caminha-se para a frente. E a magia desse processo apenas existe numa sala de cinema ou no livro da cabeceira...

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