A ti, que me espreitas
com a fé de
quem tenta encontrar
a resposta ás orações
nos joelhos de um altar privado.
Os teus olhos dão sentido às
palavras que ainda hei-de escrever e
despertam na minha mão
uma convulsão de tinta
que escorre,
e brinca,
e dança,
e morre
em cada ponto final.
Eu faço-me e desfaço-me
em frases,
poesia,
e letras cantadas
no ponto de encontro dos
nossos dias contados.
A ti, que me lês,
me descobres e assim
me vês...
como a folha de papel
que se deixa escrever, abandonada,
ao sabor do que não se fala,
virgem a cada nova viagem no
mundo dos sentidos lidos.
A ti, que me espreitas,
deixo uma confissão:
come e bebe das minhas palavras
faz um banquete!
Porque nelas eu sou tua
mas também de
toda a gente.

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