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Sou como o fado que
paira nas esquinas em
noites de Bairro Alto.
Dedilham em mim notas tristes
alegres na sua emoção cantada,
viva, transpirada.
Vibram nas entranhas,
em lamentos de guitarra, os
tormentos já levados na
ansiedade de um cigarro
a arder à janela.
Sou curvas e cordas tensas
que levam gaivotas e
uma cidade inteira
na sua melodia.
Sou como o fado que chora,
que ri e cala,
bruscamente, num instante
de silêncio suspenso.
E, tantas vezes,
fecho os olhos e
deixo-me levar na
poesia da Vida.
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