...era agora apenas um homem `
à beira-mar plantado,
de olhar vazio de horizonte e
memórias inquietas na dança das ondas.
A espuma trazia-lhe o riso
e o cheiro que
sentia ainda na
ponta dos dedos,
numa conversa de pele e segredos.
De olhos fechados falou
com o mar, e o mar
diluiu-se no seu peito
em vagas de saudade
e tristeza salgada.
Então o vento abraçou-o num
aconchego estranho...
Abriu os olhos e
viu-se a si mesmo
num dia que já não havia.
Não era o mesmo homem
que trouxera o sol no peito.
Mas de quem fora
e do amor que vivera
reinventava-se hoje,agora,
e de novo a cada dia.

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