Perdida estou
entre quem fui e quem sou.
Apenas os instantes de Amor
que colhi pelo caminho,
são sempre meus
e em mim constantes
como conchas raras
que se encontram num
momento de beira-mar
e pés descalços.
E esses momentos são onde
me olho, me revejo
e me volto a encontrar
naquele tempo que o Tempo leva
a fazer morrer um dia
para de novo o ver nascer.
São rocha imutável no Tempo,
um inevitável porto de abrigo
onde a mim mesma venho ter.
Fotografia de Miguel Costa

Sem comentários:
Enviar um comentário