segunda-feira, 6 de junho de 2011

Refúgio


Perdida estou
entre quem fui e quem sou.
Apenas os instantes de Amor
que colhi pelo caminho,
são sempre meus
e em mim constantes
como conchas raras
que se encontram num 
momento de beira-mar
e pés descalços.
E esses momentos são onde
me olho, me revejo
e me volto a encontrar
naquele tempo que o Tempo leva
a fazer morrer um dia
para de novo o ver nascer.
São rocha imutável no Tempo,
um inevitável porto de abrigo
onde a mim mesma venho ter.

Fotografia de Miguel Costa

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