quarta-feira, 29 de junho de 2011

Estava Escrito

Fotografia de Miguel Costa

Não tenhas medo da morte.
Não sabes que morremos todos os dias?
mas não o lembramos,
e esvai-se na bruma de um sonho
o pedaço de nós
que já não volta...
Não tenhas medo da ausência.
Não há senão vigília nocturna
para a minha alma inquieta
que encontra o caminho da tua
em cada noite que não te sinto.
Não tenhas medo do que está por vir.
Porque será tudo aquilo
que escolhemos para viver.
E, quando o sol desse dia nascer,
irá parecer coincidência
do destino.
Mas reconheceremos um no outro
 um olhar que não tem idade,
e saberemos que a prisão 
do Tempo 
só tem acção na matéria.

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