Sonho-te naquele tempo por definirem que o dia não quer partir
e a noite teima em chegar.
Espero-te naquele segundo de silêncio
em que a Vida se aquieta e
fica suspensa de uma memória
por nascer.
Ouço-te na curva suave do vento
em manhãs de preguiça que
me abraçam o corpo.
Desejo-te ao pensar que não te quero
e sentir que não te preciso:
és um contorno mal desenhado
nas ruelas da minha mente.
Esqueço-te quando nem de mim me lembro;
sacudida fica a poeira dos anseios que
assenta por vezes no meu corpo.
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