quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Tic-Tac da monotonia

Prisão de monotonia numa cela que não se vê
é assim que escorre o dia
como uma novela da tevê.
Os minutos são previsíveis, enfadonhos,
e até sentimentos idealizados
ficam adormecidos nos sonhos,
sem voz para poder falar
calados num grito mudo,
numa ânsia de fôlego por respirar.
Vale a pena amar porque sim?
Vale a pena sorrir por dentro a chorar?
Quero fugir de dentro de mim,
correr atrás do que (ainda) não sei procurar...
Mas ser prisioneiro do que parece destinado
vulgarmente conhecido por "conformado"
não é para quem a si quer ser fiel.
Vou voar, voar
sem medo do medo
eu irei tentar...
Tentar não ser conformada,
 partir na aventura de nova vida
com a vontade de uma primeira vez...
Sem ter certezas abraço um talvez!
Mas sei que não chegarei ao fim da jornada
apenas com uma mão vazia, e outra cheia de nada...

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